Duas bandeiras vermelhas e três relargadas: os altos e baixos do GP de Mugello

O circuito que teve a estreia no calendário da F1 foi palco de muitos momentos marcantes

*Mary Alencastro

(Foto: Mercedes-AMG F1)


O estreante Grande Prêmio da Toscana conseguiu superar Monza e trazer mais imprevisibilidade e acontecimentos marcantes. Duas bandeiras vermelhas, três relargadas, acidentes coletivos e muito mais.


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A CORRIDA


Com uma boa largada, Valtterri Bottas conseguiu a primeira colocação, passando à frente de Lewis Hamilton, porém, logo após a segundo curva, a corrida foi pausada por uma perda de potência de Max Verstappen - o holandês foi feito de ''sanduíche'' por Pierre Gasly e Kimi Haikkonen e abandonou a prova.


E o que falar de Gasly...Do maior dia de glória, para um abandono após a colisão. No meio do primeiro caos, também estava Carlos Sainz, o espanhol rodou e, com isso, Sebastian Vettel não conseguiu frear e bateu na McLaren 55 perdendo a asa dianteira. Bandeira amarela.


Se era emoção que os amantes da Fórmula 1 queriam, emoção eles tiveram. Na primeira relargada, mais um grande problema. Com uma segurada na velocidade por parte de Bottas, na saída do safety car, uma batida generalizada fez com que quatro pilotos abandonassem a corrida: Carlos Sainz, Kevin Kagnussen, Antonio Giovinazzi e Nicholas Latifi.

"Isso foi perigoso" Sim, Sainz e muito. Por sorte, todos saíram bem. Bandeira vermelha 1. Durante todos esses momentos, parecia que seria um dia de recuperação para a Ferrari. Leclerc, no meio do caos, conseguiu uma ótima terceira posição, mas não conseguiu sustentar e foi se perdendo ao longo da corrida.


Ocon não relargou após a segunda bandeira vermelha por conta de um superaquecimento dos freios. E por falar no francês, seu parceiro de equipe, eleito como piloto do dia, parecia ver o pódio, que ele não subia há tanto tempo, nas mãos.


Daniel Ricciardo, em meio às paradas e recuperação da ponta por Lewis Hamilton, se viu em quarto lugar próximo a Lance Strol.. Com uma ótima estratégia, entrou nos box para uma troca de pneus e retornou em P3, após os outros pilotos fazerem as respectivas paradas. O piloto da Racing Point, em busca de recuperar a terceira colocação, foi se aproximando do australiano, mas acabou batendo forte logo após perder a traseira do carro.


Bandeira vermelha 2 - volta 45. Mais uma relargada e o piloto da Renault colocou toda sua energia na tentativa de passar o piloto da Mercedes. E assim fez. Ricciardo conseguiu a segunda posição, anteriormente de Valtteri Bottas, mas em pouco tempo foi ultrapassado pelo carro 77 retornando ao terceiro lugar.

Posição que foi tomada por Alexander Albon. Com uma corrida discreta e consistente, o tailandês apresentou um ritmo perfeito no último stint e por isso, foi impossível para o australiano segurar a RedBull. Albon, com muita maestria, tomou o terceiro lugar que parecia certeiro para Daniel Ricciardo. E dessa forma, conquistou o primeiro pódio, merecido, na Fórmula 1.


Com seu rádio discreto, parecia não acreditar, por todas as vezes que chegou tão perto e não conseguiu. Mugello trouxe um pouco do que acontece sempre: uma dobradinha da Mercedes, mas também nos presenteou com grandes alegrias, como o pódio de Albon e momentos tensos nas bandeiras vermelhas.


E é justamente por isso que agora, nós, e eles teremos o merecido descanso. Até a Rússia!


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