Dois anos e quatro meses depois: Ricciardo lava a alma e sobe ao pódio no Grande Prêmio de Eifel

Atualizado: 7 de Nov de 2020

Australiano voltou ao lugar mais cobiçado da Fórmula 1 após altos e baixos com a Renault



(Daniel Ricciardo foi P3 no Grande Prêmio de Eifel, Alemanha/Renault F1 Team)


Foram dois anos e quatro meses até vermos o sorriso mais famoso do grid da Fórmula 1 retornar ao posto mais alto da categoria: o pódio. Havia quem acreditasse que Mônaco 2018 fosse a última vez que Daniel Ricciardo beberia champanhe na sapatilha. Pena deles, subestimaram tanto que esqueceram do talento natural do australiano, capacidade que o credencia como um dos grandes pilotos da F1 atualmente.


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E ele precisava. Ricciardo precisava lavar alma, precisava mostrar, até para si mesmo, que independentemente da equipe estampada no macacão, tê-lo como piloto é, sim, garantia de pódio. Tudo bem que, mais uma vez, as estrelas se alinharam e fizeram com que Valtteri Bottas não chegasse nem à metade da prova e um safety car aparecesse no momento crucial, mas Daniel provou na pista, em uma batalha limpa com Sergio Pérez, que era hora de voltar a brilhar.


Mas o mexicano não foi a primeira vítima de Ricciardo. O australiano tinha feito jus, logo no início da corrida, ao batalhar pela quarta colocação com Charles Leclerc, àqueles que o creditam como o piloto com as ultrapassagens mais bonitas. O monegasco sentiu na pele, ao ver Daniel fazer o movimento em ''X'' e deixar a Ferrari para trás. Naquele momento, o P4 era, na mente de quem acompanhava, um resultado incrível para o número 3 visto os três à frente.

(A última vez que Daniel Ricciado havia subido ao pódio foi em Mônaco 2018/Lat Images)


Só que sempre há espaço para o imprevisível. E quando ele acontece, deixa tudo mais especial. Bottas teve um problema de potência e, do primeiro lugar, foi ao DNF. A chance tinha caído no colo de Daniel Ricciardo que corria de pneus médios em certo momento da corrida. E com os compostos amarelos, nem mesmo as palavras dizendo ''que iria dirigir mais rápido'' conseguiriam impedir a aproximação de Sergio Pérez. O mexicano voava baixo e diminuía a diferença de 15s para a Renault de Ricciardo cada vez mais rápido.


Aí que entra o sobrenatural. Se você acredita ou não, já é outra história. Lando Norris, futuro companheiro de equipe do australiano, brigava bravamente contra um problema de potência no carro e na volta 44 se viu obrigado a parar. Mas porquê sobrenatural? Se Norris não parasse e não ocasionasse a presença do carro de segurança, Ricciardo não conseguiria segurar a Mercedes Rosa, que, naquela altura estava há nove segundos de diferença.


A bandeira amarela entrou em cena e Daniel Ricciardo seguiu para os boxes. Naquela altura, o espírito do ''honey badger'' estava mais à flor da pele do que nunca. Era hora de colocar o lado feroz para fora. Ricciardo, que andava de médios, pode então parar e colocar um jogo novo de pneus macios. Sem o safety car, isso não seria possível. E a mágica aconteceu. Foram cerca de 12 voltas administrando a diferença para Sergio Pérez. Mesmo com pneus idênticos, o mexicano não conseguia diminuir mais do que alguns, poucos, centésimos por volta.


São nessas horas que o talento se sobressai. E o de Ricciardo é incontestável. Havia quem duvidasse que o australiano voltasse a subir no pódio, há quem duvide que escolher a Renault e deixar a Red Bull foi uma boa escolha, há quem acredite, ainda, que deixar a escuderia francesa é uma atitude precipitada. Nada disso importa, o que importa é que, sim, Ricciardo, isso foi a p*** de um pódio. Shoey!


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