Daniel Ricciardo fala sobre adaptação à McLaren e parceria com Norris

*Peça originalmente publicada no site da Fórmula 1

(Daniel Ricciardo foi anunciado pela McLaren ainda no início de 2020/Fórmula 1)


Daniel Ricciardo odeia perder. Ele odiava quando era mais jovem. Ele odeia o mesmo tanto agora. Então, agora, a vida não é fácil.


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Ele chegou à McLaren na onda de um final forte com a Renault - dois pódios nas últimas sete corridas - e com a experiência de ganhar sete Grandes Prêmios. Com tal pedigree, muitos anteciparam que ele enfrentaria um desafio difícil em relação ao companheiro de equipe Lando Norris, mas no final das contas sairia por cima. Mas sua temporada saiu do script.


Depois de seis corridas, Ricciardo tem um o sexto lugar como melhor resultado e, embora tenha pontuado em cinco corridas, o australiano somou 26 pontos. Isso não é nada que se jogue fora, mas é mais difícil de aguentar quando seu companheiro de equipe Norris se empurrou conseguiu ir para outro nível, livre da sombra de Carlos Sainz. O britânico somou dois pódios, é o único piloto que marcou em todas as corridas deste ano e está 40 pontos à frente de Ricciardo na classificação.

Ricciardo não está gostando disso. Dava para ver e sentir a sua dor quando foi eliminado da qualificação na primeira parte em Portugal. Mas ele não está deixando isso afetá-lo - ainda. Dia após dia, aquele sorriso de marca registrada está esticado em seu rosto. Para ele - e seus chefes na McLaren - é apenas uma questão de tempo até que as coisas deem certo.

(Ricciardo enfrentou decepção nesta temporada, mas já a enfrentou antes/ Fórmula 1) Por que eles estão tão confiantes? Porque ele tem um histórico. Ele está por aí, tendo corrido por cinco equipes (HRT, Toro Rosso, Red Bull, Renault e agora McLaren) em 11 anos - e sempre foi bom. Ele sabe que pode levar algum tempo para você colocar seus pés embaixo da sua nova mesa.


Foi somente em seu segundo ano na Renault que as coisas realmente deram certo, com uma espécie de estalo na sétima corrida, na Bélgica. Lá ele terminou em quarto lugar e nunca mais ficou fora dos pontos nas dez corridas restantes.


— Já estive aqui antes, seja a este nível ou não, seja na F1 ou não — disse Ricciardo, enquanto conversávamos ao sol em Baku após o treino de sexta-feira.


— Naturalmente, você sempre tem esses altos e baixos. Eu deixo de amar o esporte pelo menos uma vez por ano! Isso sempre acontece [comigo] e vai continuar acontecendo.


— Mas a coisa boa comigo é que sempre posso acordar na segunda de manhã, depois de uma [corrida difícil como] Mônaco, e estar a todo vapor novamente. Eu estou no fundo do poço para a próxima semana. Ficarei triste se precisar no domingo à noite, mas então acordo na segunda de manhã com uma nova motivação. Vou dizer a mim mesmo: ‘Este sentimento, não gosto, o que vou fazer para mudá-lo?’ Definitivamente encontro perspectiva nos dias ruins.


Adaptando-se às suas novas rodas O piloto de 31 anos teve alguns daqueles dias ruins recentemente - e além de uma batida na segunda parte da qualificação, quando parecia que ele tinha o ritmo para chegar ao Q3 - Baku fez ele sentir que estava no ponto de virada. E isso veio de uma mudança de abordagem.

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