As ruas de Mônaco não são mais de Daniel Ricciardo, não enquanto o australiano estiver na McLaren

Para o número três, parecia um replay da temporada passada, a única diferença foi que Ricciardo não tomou volta do seu companheiro de equipe neste domingo (29), em Mônaco



(Ricciardo mais uma vez brigou com o carro nas ruas de Mônaco)


Daniel Ricciardo, pelo segundo ano seguido, sai do fim de semana em Mônaco de cabeça baixa, com outro resultado aquém do esperado. O piloto da McLaren conseguiu apenas a décima terceira colocação ao fim do domingo, depois de largar em 14º, e fez os fãs, e ele mesmo, sentirem saudades de quando as ruas do principado eram facilmente dominadas pelo "honey badger".

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O fim de semana que começou parecendo bastante promissor, com Ricciardo ocupando, por um determinado momento no treino livre um, a segunda colocação, terminou, mais uma vez, decepcionante. O número três da McLaren ainda saiu em desvantagem na sexta-feira, ao bater o carro logo no começo da segunda sessão livre por conta de uma configuração agressiva demais na traseira.




Com uma hora a menos de pista que o restante dos pilotos, Daniel ainda sim manteve o otimismo para o restante dos dias, contudo, a dificuldade aparente do australiano com o MCL36, mais uma vez, se fez presente no momento onde ele mais precisava mostrar que já tinha dominado a máquina.


A classificação no sábado foi cruel, já que, para chegar ao Q3, Ricciardo precisava sair da casa dos 1m13s e, em momento algum no fim de semana, o número três conseguiu alcançar essa marca - enquanto Lando Norris, seu companheiro de equipe, chegou a brigar pela segunda colocação, alcançando 1m11s.


A decepção era visível no rosto de Daniel. Diferentemente de Barcelona, onde a McLaren confirmou que o carro do australiano tinha problemas que afetaram drasticamente o seu desempenho, ali, era a velha luta tantas vezes perdida por ele em 2021. O piloto não sabia o porquê de não chegar lá.

Uma vez definida as posições de largada, dificilmente isso se altera no domingo. As estreitas ruas do principado exigem muita concentração dos pilotos, mas ao mesmo tempo, deixa margens mínimas para ultrapassagens - a não ser que você arrisque de forma milimetricamente calculada e, para isso, o nível de confiança em si precisa ser extremamente elevado.


Sem estar no mesmo tom do carro, Daniel Ricciardo foi praticamente inoperante, por vários momentos da corrida se encontrou "sozinho": não era ameaçado pelo piloto que vinha atrás, nem tinha condições de pressionar o da frente.


Nem mesmo a chuva, que trouxe uma bagunça generalizada, foi capaz de ajudar o número três. Os pneus de faixa azul, já no fim da "vida", o deixaram vulnerável ao ponto de ser facilmente predado por Gasly. A troca pelos duros, pouco fizeram efeito.



Se há mais ou menos cinco, seis anos, Ricciardo era "O" dono das ruas de Mônaco - e não tem como negar, já que ele marcou seu nome nas estatísticas com duas pole positions e uma vitória que ninguém jamais foi capaz de esquecer - hoje, o australiano vê seu "reinado" alternar de mãos.


E podemos prever que, enquanto ele estiver brigando com um carro que claramente não entra em concordância com seu estilo de pilotagem, infelizmente essa será a tônica: Mônaco batendo duramente em quem a tanto ama.

 

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