Análise: Ricciardo sofre com aerodinâmica do carro e aderência dos pneus em Portimão

Atualizado: 26 de Nov de 2020

Australiano não conseguiu achar o ponto entre aquecer os compostos de faixa amarela e conseguir impor um ritmo melhor no carro



(Daniel Ricciardo no GP de Portimão, em Portugal)


Nono lugar para o australiano Daniel Ricciardo no Grande Prêmio de Portimão, realizado em Portugal, neste domingo. O piloto da Renault sofreu com alguns obstáculos desde o começo do fim de semana e durante a corrida não foi diferente. Daniel teve que "lutar" com o carro, da aerodinâmica até os pneus.


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Utilizando pneus macios no primeiro stint da corrida, Daniel não conseguiu aproveitar muito do que os compostos vermelhos tinham a oferecer. Com o tempo frio em Portugal, o aquecimento dos pneus foi uma das principais dificuldades para o australiano, que na largada, chegou a travá-los na pista.


Ricciardo fez apenas 14 voltas utilizando os faixas vermelhas que, mesmo com pouco tempo de uso, já apresentavam grips por toda a extensão. Com isso, Daniel precisou parar bem mais cedo que o esperado, justamente pelo desgaste rápido dos compostos.

Mesmo com pneus novos e de faixa amarela, Daniel seguiu encontrando dificuldades. O australiano deixou o pit lane em 19º e conseguiu escalar algumas posições, no entanto, a dificuldade com a aderência impedia com que Ricciardo conseguisse extrair mais do carro.


A questão aerodinâmica também foi um ponto crucial para o piloto em Portimão. A Renault optou por um carro mais aerodinâmico o que, anteriormente neste ano, já havia mostrado que os carros da escuderia amarela não se adaptaram tão bem. E neste domingo foi o mesmo. Ricciardo ganhava muito nas curvas, mas quando chegava às retas, não conseguia manter o ritmo.

Um bom exemplo, foram as ultrapassagens de Charles Leclerc e Pierre Gasly. Todas na reta mais longa da pista, onde Daniel não conseguia apresentar resistência para se defender com veemência. Quando a Renault utiliza pouca aerodinâmica e deixa o motor fazer o trabalho, o carro consegue desempenhos bem acima do apresentado em Portugal - vide Spa, Mugello e Eifel.


No entanto, mesmo com as dificuldades, pontuar dois pontos foram suficientes para manter Ricciardo em quarto lugar no mundial de pilotos com 80 pontos e não foi um mau resultado para quem não conseguiu participar efetivamente dos treinos livres: o que pode ter sido a principal razão para o "erro" de balanceamento do carro.



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